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“Age of Aquarius”

Publicado: 13 de agosto de 2010 em Musicais

Com estréia prevista para outubro, no teatro Oi Casagrande no Rio de Janeiro, a versão brasileira de Hair já tem elenco escolhido e letra para a música tema. Sintam-se livres para cantarolar.

“Aquarius”

Quando a Lua entrar na Casa Sete
E Júpiter chegar em Marte
A paz há de lavar o mundo
O amor vai derramar

Na madrugada dessa Era de Aquário
A Era de Aquário
Aquário!
Aquário!

Harmonia e entendimento
Simpatia e confiança
É o fim da hipocrisia
Tantos sonhos de alegria
Olhos cheios de esperança
E um amor que não se cansa
Aquário!
Aquário!

Ok, ok, fazer versão é uma coisa bem complicada e é muito difícil ver uma que fique pelo menos comparável ao original, até porque, a música não foi escrita para a sonoridade desse idioma nem para essa letra. E qualquer coisa é melhor que as “coca colas” de Rent, os “umbrais” de Fantasma Da Ópera ou o pessoal “jururu” de Noviça Rebelde. Eu até gostei da versão de Aquarius. Hair promete.

Peixos,

Ceci.

Filial em Fortaleza? Não? Não?

Publicado: 6 de agosto de 2010 em Musicais

Desde que eu tinha, sei lá, uns 13 anos e assisti “Sob A Luz Da Fama” achei que seria a melhor coisa do mundo estudar em um local em que eu tivesse aulas de dança, também. (ok, eu só estava interessada nas aulas de dança). Aí quando assisti “Fama”, o estrago estava feito. Estudar atuação, canto e dança em um só lugar!

Qual não foi a minha surpresa ao descobrir que, aparentemente, existe um lugar desses aqui no Brasil! Uma escola voltada para formar atores, cantores e bailarinos para o mercado de musicais, a 4 Act Performing Arts, que fica em São Paulo.

A escola oferece 3 cursos ( Imersão em Teatro Musical – Inédito na América Latina, Curso Básico em Teatro Musical e Curso de Audições Para Teatro Musical  – Inédito) além de workshops. Atualmente, as inscrições para o primeiro workshop de repertório da 4 Act estão abertas, e os espetáculo escolhido foi In The Heights.

As aulas podem ser assistidas 2 vezes na semana ou, com um número maior de horas, no sábado. Para saber mais, acesse http://www.4act.art.br/

No dia 7 de julho foi divulgada a lista de indicados à versão paulista do prêmio. Os indicados do segundo semestre serão anunciados em janeiro de 2011. No início do próximo ano serão divulgados os vencedores de cada cetegoria. Confira a lista de indicados.

Autor:
Francisco Carlos por “Namorados da catedral bêbada”
Leonardo Moreira por “Escuro”

Direção:
Leonardo Moreira por “Escuro”
Rodolfo García Vázquez por “Hipóteses para o amor e a verdade”
Zé Henrique de Paula por “Side Man”

Ator:
Fulvio Stefanini por “A grande volta”
Lee Thalor por “Policarpo Quaresma”
Otávio Martins por “Side man”

Atriz:
Ana Lucia Torre por “Seria cômico se não fosse sério”
Luciana Paes por “Escuro”

Cenário:
Jean-Pierre Tortil por “Side Man”
Marisa Bentivegna e Leonardo Moreira por “Escuro”

Figurino:
Rosângela Ribeiro por “Policarpo Quaresma”
Theodoro Cochrane por “Escuro”

Iluminação:
Beto Bruel por “Cinema”
Wagner Antônio por “H.A.M.L.E.T.”

Música:
Fernanda Maia por “Lamartine Babo”
Pedro Paulo Bogossian por “Nara”

Categoria especial:
Karin Rodrigues pelo encaminhamento e socialização do acervo pessoal de Paulo Autran a instituições culturais.
Luiz Päetow pela concepção e pesquisa do espetáculo “Abracadabra”.

Peixos,

Ceci

Um dos mais importantes prêmios da categoria, O Pêmio Shell de Teatro, divulgou no último dia 12 sua lista de indicações. Foram avaliados os espetáculos que estiveram em cartaz nos palcos cariocas durante o primeiro semestre do ano, completando um mínimo de 24 apresentações. Com o maior número de indicações “Tomo Suas Mãos Nas Minhas”, é uma das favoritas.

Autor:

  • Denise Crispun e Melanie Dimantas por “Acarpa”
  • Jô Bilac por “Savana glacial”

Direção:

  • Christiane Jatahy por “Corte seco”
  • Gilberto Gawronski por “Dona Otília e Outras Histórias”
  • Inez Viana por “As conchambranças de quaderna”

Ator:

  • Alexandre Schumacher por “Vicente Celestino – a voz orgulho do Brasil”
  • Roberto Bomtempo por “Tomo suas mãos nas minhas”

Atriz:

  • Miriam Freeland por “Tomo suas mãos nas minhas”
  • Totia Meireles por “Gypsy”

Cenário:

  • Fernando Mello da Costa e Rostand Albuquerque por “Tomo suas mãos nas minhas”
  • Helio Eichbauer por “Caderno de memórias”

Figurino:

  • Claudio Tovar por “A gaiola das loucas”
  • Marcelo Pies por “Gypsy”

Iluminação:

  • Maneco Quinderé por “Tomo suas mãos nas minhas”
  • Tomás Ribas por “Rock Antygona”

Música:

  • Marcelo Alonso Neves por “As conchambranças de quaderna”
  • Roberto Bürgel por “No piano da patroa”

Categoria especial:

  • Flavio Salles e Janice Botelho pela remontagem, adaptação e criação das coreografias de “Gypsy”
  • Gaspar Filho pela preparação de esgrima no espetáculo “A marca do Zorro.

Peixos,

Ceci.

“Meu vício é você, e não vai passar.”

Publicado: 10 de julho de 2010 em Musicais

Quem, como eu, é apaixonado por musicais já deve conhecer o trabalho da dupla de diretores Charles Möeller e Cláudio Botelho. O teatro brasileiro como um todo e, principalmente o teatro musical brasileiro tem muito a agradecer a esses diretores, já que grande parte das produções de qualidade feitas no país são dirigidas por eles. Ainda escrevo um post só pra eles aqui, mas o de hoje é sobre uma novidade que alegrou meu dia.

Charles Möeller e Cláudio Botelho

Um dos melhores trabalhos da dupla, na minha opinião foi a versão brasileira do polêmico “Spring Awakening”, que no Brasil ganhou o título de “O Despertar da Primavera”.

O musical é paseado em uma peça homônima alemã escrita em 1891 por Frank Wedekind, que foi tomada como amoral e censurada . Em 2006, sob a direção de Michael Mayer e com as músicas de Duncan Sheik e Steven o musical foi aos palcos de NY e arrebatou oito dos principais prêmios do Tony Awards , uma espécie de Oscar dos musicias. O elenco original trazia nos papéis principais Lea Michele e Jonathan Groff – que depois ficaram conhecidos como os cantores Rachel Berry e Jessie St. James da série de TV Glee – e mais dez jovens atores que, através das canções de rock tentavam mostrar temas como sexualidade, família, religião, preconceito e amor.

Jonathan Groff e Lea Michele

Pierre Baitelli e Malu Rodrigues, os protagonistas da versão brasileira.

O teor forte e denso do espetáculo original não foi perdido na adaptação brasileira, que eu tive a oportunidade de assistir – e me apaixonar – na temporada do Rio de Janeiro. A idéia de só ter dois adultos no palco, a estética dos cenários, figurinos e iluminação e até as cenas mais polêmicas foram mantidas; mas o espetáculo não era uma réplica do original. Os diretores brasileiros foram os primeiros a conseguirem os direitos de adaptar o musical no formato non-replica, ou seja, com direção autoral nacional.

Depois do sucesso de público e crítica no Rio de Janeiro, o espetáculo ficou em cartaz por poucas apresentações em São Paulo, e por falta de patrocínio teve que sair de cartaz.

Pois bem ,a boa notícia do dia é que hoje o elenco – com algumas alterações – volta aos palcos paulistas e pelo visto, é pra ficar. Para quem for passar por São Paulo nessas férias, a dica é não perder a oportunidade de assistir ao musical.

E pra quem quiser conferir as vozes e letras da versão brasileira… http://www.moellerbotelho.com.br/arquivos/9024

Peixos,

Ceci.

musicALLs

Publicado: 10 de julho de 2010 em Musicais

Bom, gente, nessa parte do blog vocês vão poder ler sobre uma coisinha um tanto… Extremista. Você nunca vai encontrar uma pessoa que diga “ah, ok, é um musical… talvez eu vá…”. Não. A grande maioria das pessoas ama ou odeia esse gênero, que começou nos palcos e ganhou notoriedade no cinema.

Na verdade, é uma via de mão dupla. Existem projetos de levar ao cinema produções como Wicked e Spring Awakening (eu, particularmente, adoraria), do mesmo modo que filmes como Shrek, Legalmente Loira e Billy Elliot viraram super-produções nos palcos.

Antes de continuar explicando um pouco sobre o que eu vou escrever, vou dar um aviso: Se você acha que musical é uma coisa muito estranha, com uns cenários enormes e um povo que não para de cantar em cima do palco usando roupas cafonas, está muito enganado. A maioria dos que estão em cartaz hoje em dia são bem diferentes. Existem espetáculos grandiosos sim, como Mary Poppins, Wicked e o clássico O Fantasma da Ópera, mas também existem espetáculos voltados para o humor, por exemplo. Existem, inclusive, alguns que não são grandes produções e em que toda a forma do musical está nas mãos dos atores, como RENT.

Infelizmente, aqui no Brasil, e principalmente no Ceará essa cultura não é muito divulgada, mas isso está começando a mudar e hoje, cidades como Rio de Janeiro e São Paulo tem sempre pelo menos um musical em cartaz, mantendo a qualidade original, porém com as letras em bom português e profissionais brasileiros dentro e fora do palco.

Já passaram por nossos palcos versões brasileiras de espetáculos como “O Fantasma da Ópera”, “RENT”, “Spring Awakening”, “Hairspray”, “ The Sound Of Music”, “Avenue Q”, entre outros. Agora é esperar o dia em que os fãs não precisem ir ao Rio ou a São Paulo para assistir as peças. (e que esse dia chegue LOGO!)

Peixos,

Ceci.