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Feliz Ano Novo!

Publicado: 27 de dezembro de 2010 em Feito por todos


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Com isso, Ion põe a mão em seu bolso e tira algo. Ao abrir a mão, via-se uma caixa oval e pequena, do tamanho de uma caixa de fósforos. Uma caixa de madeira. Bem simples. Com uma fechadura de cobre. Ao lado da caixa, estava sua chave.

-Pegue amigo – Falou Ion – Nada posso fazer, além de entregar-lhe isso.

-O que espera que faça com isso? – Perguntou Iael.

-Essa caixa é um presente que ganhei de um andarilho. Ele disse que tal objeto é capaz de realizar o nosso mais profundo desejo, desde que seja aqui que realmente queiramos. Mas te peço…

– Diga o que?

– Tenha bastante cuidado ao abrir essa caixa, pois o desejo que queres agora poderá não ser o que realmente o que o teu coração quer.

Iael tomou a caixa em suas mãos. Pegou a chave e girou-a na fechadura. não abriu. Hesitara por algum motivo.

Ficou pensativo, não conseguiu entrar em acordo com a mente e o coração. Então fechou seus olhos e disse:

-Agora eu tenho certeza. Que seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu…

E nessa mesma hora, abriu a caixa. Uma luz muito grande e forte saiu de dentro da caixa e tomou todo o ambiente por alguns segundos.

Ieal abriu os olhos e viu-se dentro de um quarto, deitado em uma cama.

– Onde estou? – se pergunta

Levantou-se da cama e a primeira coisa que viu foi um calendário. Então percebeu que havia voltado, cerca de uma semana antes do acidente, pois o mesmo havia ocorrido por volta das 21:10 do dia 01 de outubro de 2004, uma sexta feira, e eram por volta de 09:10 do dia 27 de setembro de 2004, segunda feira.

Percebeu ,também, que não era mais um anjo e sim um mortal, pois sentia sono e cansaço, sensações desconhecidas pelos anjos.

-Bem, se agora sou mortal, posso então amar e ser amado. – pensou ele.

Então, começou a observá-la, a sua menina. Descobriu que ela trabalhava em uma biblioteca. Decidiu frequentar tal lugar todos os dias, para tornar-se seu amigo e tentar fazer com que ela o amasse.

Chegara à biblioteca e sentara à mesma mesa que ela. Começaram a conversar e ela a se encantar cada vez mais com ele. Foi aí que o horário de trabalho dela acabara. Então ela disse:

– Tenho que ir, mas antes, queria lhe pedir um favor.

– Pode falar. – Respondeu ele com um enorme sorriso no rosto.

– Queria que você voltasse amanhã, pois adorei lhe conhecer.

– Claro. Voltarei sim…

Isso soava como música para os ouvidos do antigo anjo. Iael sentia-se o homem, agora assim podia se denominar, mais feliz do mundo.

No outro dia voltou à biblioteca, e no outro, e no outro…

Haviam tornado-se muito amigos. Melhores amigos, para ser mais exato.

Na sexta feira, Iael estava triste, pois sabia que, naquela noite, perderia sua menina. Mas ele não se deixava abalar. Chegara à biblioteca com um bouquet de rosas branca e somente uma rosa vermelha no centro e a chamou para sair.

– Está bem – respondeu ela empolgada – pegue-me em casa, às 20.

Ieal ficou muito feliz com isso. Voltou para casa, arrumou-se e escolheu o restaurante para irem. Escolheu o restaurante preferido dela, esse ficava exatamente em frente ao local do acidente, mas isso nem o anjo sabia.

Era por volta de 19:30 quando Iael saira de casa. Chegou à casa de sua menina um pouco antes das 20, mas só quando  deu a hora exata que ele a chamou.

– Nossa como você é pontual! – Falou ela com um tom de elogio.

No carro, pôs o CD da banda favorita dela e conversaram como de costume. Chegaram ao restaurante por volta das 20:30. Sentaram-se na melhor mesa, pediram o melhor vinho e o prato favorito dela.

– Engraçado – disse ela –  nos conhecemos há tão pouco tempo, mas você já sabe tanta coisa ao meu respeito! Sabe meu restaurante favorito, minha banda favorita e, até mesmo, o meu prato favorito… Diz-me, como você sabe tanto sobre mim?

Ele ficou sério, olhou fundo nos olhos dela e disse:

-Eu sei tudo isso, porque eu te amo.

Ela ficou surpresa com tal afirmação.

-Mas, como pode me amar, me conhecendo há tão pouco tempo?

-Sinto muito, mas isso eu não posso responder.

-Bem que eu queria acreditar em você, mas é muito difícil. Não sei. Tenho medo de me magoar, ou pior de te magoar. Preciso de uma prova.

-Diga qual, que eu te mostrarei.

-Isso só o tempo poderá mostrar.

-E, se eu disser-lhe que não há tempo? Disser-lhe que morrerás esta noite, atropelada?

– Como sabe disso? Como sabe tanto? Você está louco e está me deixando também.

– Não! Até queria estar, mas não estou. Eu sei disso, pois eu era um anjo. Teu anjo da guarda. Que te protege desde quando nasceste. Mas não cumpri meu papel com responsabilidade. Acabei por me apaixonar por você e deixá-la morrer esta noite. Então, tive uma chance. A chance de consertar tudo isso. Portando, voltei no tempo, com ajuda de um grande amigo, e agora estou aqui, tentando explicar para você que corre risco de vida, mas você não me leva a sério.

Tudo fica em silêncio por alguns instantes. Eles se olharam em um olhar profundo e penetrante. Então, ela começou a rir, mas não risos de quem esteja achando algo engraçado, mas sim risos sarcásticos.

-Espera que eu acredite nisso? – perguntou ela – Deve estar brincando comigo.

– Não! Não estou. – respondeu ele – é a mais pura verdade.

– Era pra rir? Porque, se fosse, não funcionou.

Com isso, ela pegou suas coisas e se retirou da mesa. Ieal a seguiu, mas ela não o deu ouvido. Então ele viu o carro que a atropelara. Viu também que o motorista estava de olhos fechados.

Escutou novamente o grito de socorro e medo de sua menina. Correu em direção a ela e, com um rápido movimento, a empurrou e a tirou do caminho do carro, mas não conseguiu salvar-se. O carro passou por cima dele e o grito de sua menina foi calado pelo seu sentimento de dor. Seu socorro havia sido em vão.

O carro continuou em linha reta e só parou quando bateu em um poste e foi estraçalhado.

Ela tomou o corpo de Iael em seus braços. Percebeu que estava sem vida, mas não quis acreditar.

– Não morra, por favor – disse ela chorando – eu não disse que te amava, e você morreu por minha causa e ainda com raiva de mim.

Nesse instante, os policiais, que estavam perseguindo o carro que atropelou Iael, tiraram a menina d local do acidente. Ao sair de lá, ela percebeu que, agarrados ao corpo de Iael, estavam um anjo e uma luz.

Bem, não se sabe ao certo o que aconteceu a ela. Uns falam em suicídio, outros que ela morreu por algum outro motivo e ainda há quem diga que ela está viva, casada e com filhos.

Eu estou aqui, diante da lápide do meu amigo.

“Aqui jaz um fiel seguidor dos mandamentos de Deus.”

Atenciosamente

Ion.

FIM

Ps: É isso aí galera, agora vocês podem escolher ler tudo como um texto só, ou, se preferir, o final mais adequado pra história.

Beijos, queijos, abraços e Whatever.

Sete.

Ion, então, olha fundo para os olhos de Iael. Por um breve segundo, ficara tudo em silêncio. Até o vento havia parado. Tudo estava quieto. Ion abre os braços. O vento sopra forte, então ele fala:

-Mezame! – e desapareceu.

Iael via tudo voltando aos seus devidos lugares, como se o acidente não tivesse acontecido e tudo não passasse de um sonho.

Então, lá estava ele como mortal, no local do acidente, pouco antes do acontecido. Ouviu algumas sirenes. Correu para ver o que era, alguns policiais perseguiam um ladrão, cujo carro era o mesmo que atropelara a sua menina. Então, imediatamente, em seu último suspiro de anjo, pulou em direção ao carro e tomou o corpo do motorista, ficando cego por alguns segundos. Enquanto cego, escutou um grito, o mesmo que escutara quando estava discutindo com Ion. Aquele grito de socorro e medo: o grito de sua menina.

Então, sente que passa por cima de algo. Nesse momento, os gritos cedem ao silêncio. E o socorro havia sido calado, havia sido em vão.

Quando recobrara a visão, via-se diante de um poste. Tentara frear, mas não conseguira. o poste caira encima do carro, amassando-o e atingindo mortalmente Iael. Sua morte havia sido em vão.

O pior para Ieal não foi ter morrido em vão, mas saber, por alguns segundos, que a causa da morte de sua menina havia sido sua.

Continua…

P.S: Esse final não é continuação do final I, e sim um outro final, um final alternativo.
No próximo final haverá uma surpresa, mas explicarei só no próximo.

Beijos, queijos, abraços e Whatever…

Sete.


Embate

Publicado: 4 de junho de 2010 em Feito por todos

A noite era testemunha silenciosa e aflita daquele acontecimento. Ali, naquela mata isolada, entre grandes árvores de folhagem densa, aquelas duas criaturas se enfrentavam, numa luta ferrenha, um combate aonde apenas uma delas poderia sair com vida. Mas nenhum dos dois parecia querer se entregar, apesar da já exaustiva luta que já se prolongara muito madrugada adentro.

O primeiro subiu em uma árvore, acuado, o primeiro sinal de cansaço, mas não de derrota. As presas ainda à mostra, os olhos num vermelho brilhante e intenso e um filete de sangue ainda escorria de sua boca. Limpou o rosto pálido com as costas da mão, e agilmente continuou sua escalada até o topo da árvore. Não queria ser derrotado, mas a perda excessiva de sangue estava exaurindo suas forças. Precisava de mais, precisava… Se alimentar… Mas o único sangue disponível era daquele amaldiçoado, um sangue com um cheiro nauseante que fazia suas entranhas revirarem. Observava a lua no céu, a grande e luminosa lua cheia… A amaldiçoava naquele instante, quando sentiu a árvore vibrar sob seu corpo, com outro solavanco ela pareceu balançar perigosamente ameaçando tombar.

O outro também começava a mostrar sinais de cansaço, sua respiração rápida e pesada passava por entre seus dentes na forma de rosnados, e finalmente começava a sentir a dor dos ferimentos que sofrera. Ah, aquele safado sumira da sua frente no segundo em que conseguiu uma brecha… Fraco! Parou ao pé de uma arvore antiga, muito alta, com um tronco largo. Sim, ele estava lá, seu olfato não errava nunca. Começou então a atacar a árvore, enfiava suas garras arrancando pedaços do tronco, fazendo toda a estrutura da planta tremer. Como a árvore, por sua longa idade que lhe garantia um tronco forte e largo, mostrava resistência aos seus ataques, investiu contra ela com seu próprio corpo, fazendo-a balançar violentamente e finalmente tombar. Deixou escapar um longo uivo, expressão de sua raiva ao perceber que ele conseguira escapar; o focinho começou, então, a trabalhar rápido, tentando encontrar o rastro dele. Então, de repente, sentiu o peso dele nas suas costas e uma dor dilacerante no ombro.

Odiava-se por ter de fazer aquilo. O cheiro daquele cachorro imundo inundava suas narinas e o fazia enjoar, o sangue dele passava por sua garganta rasgando, queimando o caminho por onde passava, mas ainda era o sangue regenerador que o faria conseguir se manter de pé até o fim daquele combate. Era humilhante, sabia, mas era também sua única chance.

Sentia-se fraco, a dor intensa que queimava seu ombro estava se espalhando por todo o corpo, as garras tentavam, em vão, alcançá-lo. Os membros inferiores vacilavam, mas não podia fraquejar diante daquela situação, já bastava o fato de ter um sanguessuga nojento tirando seu sangue, sua vida. Então, com todas as forças que ainda possuía, atirou-se na árvore mais próxima, de costas, imprensando o outro violentamente conta a árvore, fazendo-o despencar de suas costas.

Fora pego de surpresa com aquele ataque. Sentia um grande desconforto nas costa, arriscaria dizer que quebrara algumas costelas. Levantou-se lentamente, os olhos vermelhos brilhando ainda mais, tinha que acabar com aquilo logo, a noite estava acabando e ele ainda não estava preparado para apreciar o amanhecer. Avançou ferozmente contra o inimigo, um último esforço desumano para vencer.

Via o outro levantar lentamente, e o encarar com os olhos brilhantes. Maldito ladrão de sangue! Mas seria melhor acabar com tudo logo, sentia que a lua estava prestes desaparecer e aí tudo estaria perdido para ele. Inflou o peito e soltou outro grande uivo, antes de mostrar as grandes garras, pronto para o ataque. Não estava disposto a perder.

A perigosa se estendeu um pouco mais, até que a lua finalmente se escondeu.

Uma fraqueza generalizada se apossou de seu corpo, e foi ali, ao olhar para cima e constatar que a lua não estava mais lá, que percebeu que era o fim. Morreria ali. Sentiu novamente aquelas presas cravarem em sua pele e tirarem o resto de suas forças. A visão começava a embaçar, já não conseguia mais se mover. Sentiu também quando seu corpo foi jogado violentamente ao chão, e quando um pé esmagava seu peito com intensidade, ouvia o barulho dos seus próprios ossos quebrando, e desejava com todas as forças já estar morto.

Deixou a cabeça pender para o lado e a última coisa que conseguiu visualizar antes de mergulhar na escuridão, foi um céu claro, o raiar do dia. Sentiu o peito queimar, e finalmente se entregou à morte.

Luana Frota.

Post by: Sete.

Espera

Publicado: 2 de junho de 2010 em Feito por todos

Estava ansiosa. Já tinha tomado seu banho, vestido sua melhor roupa, se perfumado e enfeitado-se toda. Estava pronta para sair.
Sentou-se na cadeira de balanço ao lado do telefone, ansiosa para que tocasse. Não via a hora para ir ao festival.
Estava muito impaciente, sentada de pernas cruzadas, não parava de mexer seu pé um só minuto.
Enquanto esperava, lembrava de como havia sido bom o festival do ano passado.
-Mal posso esperar. – Pensava ela.
Ligou a televisão, mas não adiantava, fitava os olhos no relógio, que ficava por trás do aparelho.
O tempo parecia não querer passar, como se estivesse brincando de resistência.
De repente, algo quebra sua concentração, um barulho rompe o domínio do silêncio sobre o local.
O telefone toca.

Então, Ion levara Iael ao encontro do único ser, além de Deus, capaz de trazer a vida qualquer ser celeste. Chegara, então, a uma casa abandonada e bastante velha.

-Augustos, – gritou Ion – juiz dos mortos, julgador dos vivos. Vinde até mim meu velho amigo.

Surge, então, um homem com uma capa marrom, coberto por correntes e com um livro velho e grosso em suas mãos.

-Tais palavras me alegram – disse o homem – o que queres de mim, velho amigo, por que me chamaste?

-Vim pedir por um amigo. Este ao meu lado. Peço-lhe que ressuscite uma mortal, pois tal mortal conseguira uma proeza muito grande, conseguira que esse anjo amasse-a mais que a própria vida.

Por um instante, tudo se aquietou, o silêncio consumia tudo e todos. Augustos achou que era brincadeira, mas, logo, percebeu que não.

-Não posso fazer nada, pois, em relação aos mortais, eu só os julgo. Deus só me deu o poder de ressuscitar arcanjos e anjos. Mortais são de ordem dele. Se ele quer que morra, então assim será. Desculpe-me, velho amigo, mas, desta vez, não posso ajudá-lo.

Iael correu desesperado em direção a Cerbaron (o pico mais alto existente no céu). Ion o seguiu.

Ao chegar a Cerbaron, Iael viu a silhueta da alma de sua menina vagando por entre os picos, sem rumo algum. Foi aí que olhara para Ion e falara:

-Amigo que me ajudara no momento que mais precisei, peço-lhe outro favor.

-Diga-me qual, que, se torná-lo feliz e estiver ao meu alcance, farei com todo prazer.

-Corta minhas asas e torna-me mortal. Faz que eu me uma a minha menina ao menos em espírito.

Ion ficara pensativo por alguns minutos.

-Afasta-te de mim; Demônio. Tal tentação não é digna de sanidade. Deixa meu amigo e eu em paz.

Iael não compreendera o motivo de tal arrependimento, mas não soube respeitá-lo. Pegou a espada que estava embainhada em sua cintura e, em um simples movimento, cortara as próprias asas.

-Desculpa amigo, por não poder te acompanhar, mas sou muito covarde. Não suportaria viver o resto da eternidade sabendo que a pessoa que eu jurei amar até o fim da minha vida está morta. – Falou Iael – Adeus!

Deu um breve sorriso e pulou. Ion não acreditara no que seus olhos viram, mas quando tentou fazer algo. Iael já havia pulado.

-Levarei você até o fim da minha vida! – Gritou Ion.

Continua…

Sete

Então, Ion levara Iael ao encontro do único ser, além de Deus, capaz de trazer a vida qualquer ser celeste. Chegara, então, a uma casa abandonada e bastante velha.

-Augustos, – gritou Ion – juiz dos mortos, julgador dos vivos. Vinde até mim meu velho amigo.

Surge, então, um homem com uma capa marrom, coberto por correntes e com um livro velho e grosso em suas mãos.

-Tais palavras me alegram – disse o homem – o que queres de mim, velho amigo, por que me chamaste?

-Vim pedir por um amigo. Este ao meu lado. Peço-lhe que ressuscite uma mortal, pois tal mortal conseguira uma proeza muito grande, conseguira que esse arcanjo amasse-a mais que a própria vida.

Por um instante, tudo se aquietou, o silêncio consumia tudo e todos. Augustos achou que era brincadeira, mas, logo, percebeu que não.

-Não posso fazer nada, pois, em relação aos mortais, eu só os julgo. Deus só me deu o poder de ressuscitar arcanjos e anjos. Mortais são de ordem dele. Se ele quer que morra, então assim será. Desculpe-me, velho amigo, mas, desta vez, não posso ajudá-lo.

Iael correu desesperado em direção a Cerbaron (o pico mais alto existente no céu). Ion o seguiu.

Ao chegar a Cerbaron, Iael viu a silhueta da alma de sua menina vagando por entre os picos, sem rumo algum. Foi aí que olhara para Ion e falara:

-Amigo que me ajudara no momento que mais precisei, peço-lhe outro favor.

-Diga-me qual, que, se torná-lo feliz e estiver ao meu alcance, farei com todo prazer.

-Corta minhas asas e torna-me mortal. Faz que eu me uma a minha menina ao menos em espírito.

Ion ficara pensativo por alguns minutos.

-Afasta-te de mim; Demônio. Tal tentação não é digna de sanidade. Deixa meu amigo e eu em paz.

Iael não compreendera o motivo de tal arrependimento, mas não soube respeitá-lo. Pegou a espada que estava embainhada em sua cintura e, em um simples movimento, cortara as próprias asas.

-Desculpa amigo, por não poder te acompanhar, mas sou muito covarde. Não suportaria viver o resto da eternidade sabendo que a pessoa que eu jurei amar até o fim da minha vida está morta. – Falou Iael – Adeus!

Deu um breve sorriso e pulou. Ion não acreditara no que seus olhos viram, mas quando tentou fazer algo. Iael já havia pulado.

-Levarei você até o fim da minha vida! – Gritou Ion.

Continua…

Escolha

Publicado: 24 de maio de 2010 em Feito por todos

Quando Felipe olhou para Lu, ela estava quase totalmente transformada, não dava para distinguir quase mais nenhuma parte de seu corpo, agora era tudo água.
-O que está acontecendo comigo? – Perguntava Lu desesperada.
Felipe pôs suas mãos sobre a cabeça de Lu, uma das poucas partes do corpo da menina que ainda estavam reconhecíveis, fechou os olhos e falou:
Normalis a tutos.
Mas o efeito não foi o esperado, no lugar disso, as mãos de Felipe tornaram-se duas tochas de um fogo ardente e vivo e, sem ele perceber, o seu corpo também ardia em chamas.
Felipe começou a gritar e se apavorar.
-Apaga, apaga! – Implorava ele.
Mas percebeu que o fogo não o queimava, mas que, de certa forma, fazia parte do seu corpo, como uma segunda pele. Percebeu, também, que, quando começou a se acalmar, voltou a possuir uma forma parecida com a de um ser humano, um homem de fogo.
Ao perceber isso tentou acalmar Lu, mas ela não parecia conseguir, pois agora além de transformar seu corpo inteiro em água, ela ainda tinha um namorado todo de fogo, ao qual ela não poderia nem pensar em tocar, por um motivo óbvio, medo de evaporar ou até mesmo de apagar-lo.
Mas não seria melhor se eles se tocassem, fazendo assim, com que as anomalias se cancelassem?
Ao pensar nisso, Lu começou a assumir uma forma humanoide também.
– É isso. É agora. – Pensou ela.
E num movimento rápido e não muito pensado, abraçou Felipe e o beijou.

Sete.