O que as lágrimas não falam – Final I

Publicado: 28 de maio de 2010 em Feito por todos

Então, Ion levara Iael ao encontro do único ser, além de Deus, capaz de trazer a vida qualquer ser celeste. Chegara, então, a uma casa abandonada e bastante velha.

-Augustos, – gritou Ion – juiz dos mortos, julgador dos vivos. Vinde até mim meu velho amigo.

Surge, então, um homem com uma capa marrom, coberto por correntes e com um livro velho e grosso em suas mãos.

-Tais palavras me alegram – disse o homem – o que queres de mim, velho amigo, por que me chamaste?

-Vim pedir por um amigo. Este ao meu lado. Peço-lhe que ressuscite uma mortal, pois tal mortal conseguira uma proeza muito grande, conseguira que esse anjo amasse-a mais que a própria vida.

Por um instante, tudo se aquietou, o silêncio consumia tudo e todos. Augustos achou que era brincadeira, mas, logo, percebeu que não.

-Não posso fazer nada, pois, em relação aos mortais, eu só os julgo. Deus só me deu o poder de ressuscitar arcanjos e anjos. Mortais são de ordem dele. Se ele quer que morra, então assim será. Desculpe-me, velho amigo, mas, desta vez, não posso ajudá-lo.

Iael correu desesperado em direção a Cerbaron (o pico mais alto existente no céu). Ion o seguiu.

Ao chegar a Cerbaron, Iael viu a silhueta da alma de sua menina vagando por entre os picos, sem rumo algum. Foi aí que olhara para Ion e falara:

-Amigo que me ajudara no momento que mais precisei, peço-lhe outro favor.

-Diga-me qual, que, se torná-lo feliz e estiver ao meu alcance, farei com todo prazer.

-Corta minhas asas e torna-me mortal. Faz que eu me uma a minha menina ao menos em espírito.

Ion ficara pensativo por alguns minutos.

-Afasta-te de mim; Demônio. Tal tentação não é digna de sanidade. Deixa meu amigo e eu em paz.

Iael não compreendera o motivo de tal arrependimento, mas não soube respeitá-lo. Pegou a espada que estava embainhada em sua cintura e, em um simples movimento, cortara as próprias asas.

-Desculpa amigo, por não poder te acompanhar, mas sou muito covarde. Não suportaria viver o resto da eternidade sabendo que a pessoa que eu jurei amar até o fim da minha vida está morta. – Falou Iael – Adeus!

Deu um breve sorriso e pulou. Ion não acreditara no que seus olhos viram, mas quando tentou fazer algo. Iael já havia pulado.

-Levarei você até o fim da minha vida! – Gritou Ion.

Continua…

Sete

Então, Ion levara Iael ao encontro do único ser, além de Deus, capaz de trazer a vida qualquer ser celeste. Chegara, então, a uma casa abandonada e bastante velha.

-Augustos, – gritou Ion – juiz dos mortos, julgador dos vivos. Vinde até mim meu velho amigo.

Surge, então, um homem com uma capa marrom, coberto por correntes e com um livro velho e grosso em suas mãos.

-Tais palavras me alegram – disse o homem – o que queres de mim, velho amigo, por que me chamaste?

-Vim pedir por um amigo. Este ao meu lado. Peço-lhe que ressuscite uma mortal, pois tal mortal conseguira uma proeza muito grande, conseguira que esse arcanjo amasse-a mais que a própria vida.

Por um instante, tudo se aquietou, o silêncio consumia tudo e todos. Augustos achou que era brincadeira, mas, logo, percebeu que não.

-Não posso fazer nada, pois, em relação aos mortais, eu só os julgo. Deus só me deu o poder de ressuscitar arcanjos e anjos. Mortais são de ordem dele. Se ele quer que morra, então assim será. Desculpe-me, velho amigo, mas, desta vez, não posso ajudá-lo.

Iael correu desesperado em direção a Cerbaron (o pico mais alto existente no céu). Ion o seguiu.

Ao chegar a Cerbaron, Iael viu a silhueta da alma de sua menina vagando por entre os picos, sem rumo algum. Foi aí que olhara para Ion e falara:

-Amigo que me ajudara no momento que mais precisei, peço-lhe outro favor.

-Diga-me qual, que, se torná-lo feliz e estiver ao meu alcance, farei com todo prazer.

-Corta minhas asas e torna-me mortal. Faz que eu me uma a minha menina ao menos em espírito.

Ion ficara pensativo por alguns minutos.

-Afasta-te de mim; Demônio. Tal tentação não é digna de sanidade. Deixa meu amigo e eu em paz.

Iael não compreendera o motivo de tal arrependimento, mas não soube respeitá-lo. Pegou a espada que estava embainhada em sua cintura e, em um simples movimento, cortara as próprias asas.

-Desculpa amigo, por não poder te acompanhar, mas sou muito covarde. Não suportaria viver o resto da eternidade sabendo que a pessoa que eu jurei amar até o fim da minha vida está morta. – Falou Iael – Adeus!

Deu um breve sorriso e pulou. Ion não acreditara no que seus olhos viram, mas quando tentou fazer algo. Iael já havia pulado.

-Levarei você até o fim da minha vida! – Gritou Ion.

Continua…

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