Devaneio

Publicado: 21 de maio de 2010 em Feito por todos

Acordara como de um sopetão, assustado, atento, preocupado, seu coração batia forte parecia até que iria explodir, angustiado, preocupado.
Rolou de um lado a outro da cama, enrolou-se e desenrolou-se várias vezes. Tentara dormir novamente, mas estava muito inquieto, preocupado, ansioso para conseguir tal feito.
Pensara em ligar para uma pessoa, mas já era muito tarde para incomodar.
Tentara lembrar se isso já havia acontecido alguma vez.
Lembrara de um, mas não mais que isso.
Achou melhor não incomodar, pois a final, foram só duas vezes, faltava a terceira para a confirmação.
Foi até a cozinha; pegou um copo; enche-o d’água; pôs um pouco de açúcar; misturou-o à água, com uma colher, em movimentos circulares; prestando bastante atenção no pequeno redemoinho, que parecia deixá-lo em transe, fazendo-o se perder por entre os devaneios de seus pensamentos; ingeriu aquela solução adocicada, degustando-a lentamente, buscando obter um maior resultado. Mas fora em vão.
Não conseguiria se acalmar enquanto não obtivesse notícias.
Foi até a janela; acendeu um cigarro na esperança, última, de acalmar-se.
Enquanto olhava a fumaça que saia de sua boca, subindo e, aos poucos, perdendo-se, misturando-se ao ar. Aquela frase martelava em sua cabeça sem parar.
“O homem aprendeu com Deus a criar, mas foi com o homem que Deus aprendeu a AMAR…”

Sete

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